
Cinquenta e três anilhas que pouca gente alcança. Chegam em número contado — e quando acabam, acabaram.
Nem tudo aqui é raro — e dizer que é seria fácil demais. Cada anilha sabe o que é.
Número contado, sem previsão de retorno. Quando acabam, acabaram.


O Encore nasceu para provar que a segunda obra pode superar a primeira: puro nicaraguense desenhado por Ernesto Perez-Carrillo na Tabacalera La Alianza, a linha foi eleita Charuto do Ano pela Cigar Aficionado em 2018. O Celestial é a vitola 156 por 50 — e tem prova própria: 96 pontos da mesma revista.
Folha nicaraguense da capa à tripa, corpo médio-forte, e aquela doçura de terra e cedro que fez o nome da linha. É dos raros em que o prêmio veio do próprio charuto, não do sobrenome que carrega.
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O XO é o degrau acima do Classic: mesmos tabacos dominicanos da Davidoff, mais tempo de descanso, e as vitolas batizadas em termos musicais. O Legato é o toro de 152 por 54 — legato, em música, é tocar as notas ligadas, sem respiro entre elas.
Médio e sedoso, com creme, madeira clara e nozes; a construção Davidoff garante tiro e combustão de manual. Elegância sem esforço.
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A Ozgener Family é o retorno da família de Cano Ozgener — fundador da CAO — ao tabaco, e o Bosphorus homenageia o estreito de Istambul que corta a cidade natal deles. Feito na Tabacalera La Alianza de Ernesto Perez-Carrillo, com capa equatoriana e miolo de Estelí, Jalapa e Ometepe. O B52 é o robusto de 127 por 52, 93 pontos na Cigar Aficionado.
Médio a médio-forte: café com creme, cedro e uma pimenta que cresce sem gritar. A anilha de bandeirinhas náuticas é das mais bonitas do catálogo — e a prova está no medalhão.
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O Worthy Fool fecha a trilogia Fool's Errand, que a Diesel abriu em 2022 — três edições limitadas, todas no mesmo perfecto de 127 por 58, todas com blend diferente. Este traz capa Sumatra equatoriana sobre capote e miolo Habano nicaraguenses, assinado por A.J. Fernandez com Justin Andrews na fábrica de Estelí.
Encorpado e sem meio-termo, como a linha promete: pimenta, terra e madeira escura, com um fundo doce que aparece no último terço. A caixa de dez trazia um enigma impresso — o nome não é acaso.
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Cellar Reserve é a linha em que a Gurkha guarda folha por quinze anos antes de enrolar. O Prisoner é o salomón de 178 por 54 — formato difícil, de pé fechado e cabeça em ponta, que poucos torcedores fazem bem. Capa Criollo 1998 nicaraguense oleosa, capote Olor dominicano e miolo dominicano de folha longa, tudo com a mesma idade.
Médio a encorpado, de complexidade redonda: cacau, cedro envelhecido e um dulçor de fruta seca que só o tempo dá. Cresce em força até o fim.
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1935 é o ano em que o nome Montecristo apareceu. Oitenta e cinco anos depois, a linha Anniversary saiu inteira da Nicarágua — capa, capote e tripa colhidos em Jalapa, Ometepe, Condega e Estelí, sob as mãos de A.J. Fernández na fábrica San Lotano. O No. 2 é o figurado da linha: 156 mm por 52 de bitola, box-pressed, faces planas e cantos vivos.
A Cigar Aficionado deu 95 pontos e o colocou em #2 do ano de 2021 — a anilha branca que ele carrega é a da própria revista. Abre terroso e desce para biscoito de gengibre, cacau em pó, café torrado e avelã; tiro e combustão exemplares. Médio-forte do primeiro ao último terço.
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O Quattro Nicaragua é a obra de Rafael Nodal que levou o Charuto do Ano de 2019 — e o Maestro é a vitola torpedo da linha, 152 por 52, box-pressed. Puro nicaraguense feito na fábrica AJ Fernandez.
Médio-forte, musical como os nomes da casa: madeira doce, canela, café e um final longo de cacau. O torpedo concentra tudo isso na cabeça cônica — corte fino, primeiro terço em câmera lenta.
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O projeto começou em 2016 e só chegou ao balcão em 23 de janeiro de 2023 — sete anos entre a ideia e a fumaça. É obra de A.J. Fernández na San Lotano, em Estelí: capa San Andrés maduro do México, capote e tripa das fazendas dele na Nicarágua, tudo em box-press — as faces planas e os cantos vivos que a mão reconhece antes dos olhos.
A Cigar Aficionado deu 94 pontos e o colocou em #10 do ano de 2023; a Cigar Spirits, em #2 de 2024. A capa é escura e áspera ao toque — potente, e ainda assim macio.
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O nome é o blend: This Blend is Undisclosed. A Cavalier Genève decidiu não revelar capa, capote nem miolo — e mantém a decisão em cada edição, que muda de ano para ano sem aviso. Corona gorda de 152 por 44, feita em Honduras como todo o resto da casa.
É o oposto do que este catálogo costuma fazer: aqui não há ficha para conferir, só o que a boca disser. Quem gosta de degustar às cegas encontrou o seu — e o diamante dourado na capa continua lá, como em toda Cavalier.
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Chega sem anilha. Nenhuma, de propósito — a ausência é a proposta. O Secret Blend não revela capa, capote nem miolo, e não traz nada na capa que ajude a adivinhar. Pirâmide de 152 por 52, long filler de folha selecionada.
Degustar às cegas muda a atenção de lugar: sem marca para confirmar expectativa, sobra o que a boca encontra. Média de força, com madeira e um dulçor de terra. É o charuto que entregamos quando o assunto é confiar na curadoria.
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O mesmo silêncio do Pirâmide, em formato curto: robusto de 127 por 50, sem anilha, sem ficha de blend, com capa maduro escura e long filler selecionado.
É o Secret Blend para uma janela mais estreita da noite. Média de força, com cacau e terra, e a mesma provocação: se ninguém disser o nome, o que você diria que é?
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esgotadoConsagrados pela crítica — nota, ano e lugar no pódio.


La Historia é a homenagem de Ernesto Perez-Carrillo à própria família, e o Doña Elena leva o nome da matriarca: capa San Andrés mexicana escura, capote equatoriano e miolo nicaraguense, no formato toro de 152 por 50. A Cigar Aficionado deu 89 pontos ao Doña Elena — e elegeu o irmão E-III Charuto do Ano de 2014 com 95.
Encorpado com o dulçor típico da capa mexicana: chocolate, terra úmida e um final de especiaria doce. Veste-se de pé de cetim azul-turquesa, a assinatura da linha.
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O AVO Classic é o charuto do pianista Avo Uvezian, composto na República Dominicana sob o guarda-chuva da Davidoff: capa Connecticut do Equador, capote Olor dominicano e miolo envelhecido por ao menos seis anos. O No. 2 é a vitola 152 por 50 que virou sinônimo da marca.
Suave a médio, cremoso, com amêndoa, cedro e um toque de baunilha — o charuto de manhã inteira, polido como o jazz do seu criador.
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O Syncro Nicarágua é o encontro dos dois mundos de Avo Uvezian: o refinamento dominicano da Davidoff sincronizado com a força vulcânica de Ometepe, a ilha nicaraguense de solo negro. Toro Gordo de 152 por 60.
Médio, com terra doce, pimenta suave e um fundo mineral que é a assinatura de Ometepe. A bitola larga abre o blend devagar — charuto de conversa longa.
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O Triple Maduro fez história como o primeiro charuto com capa, capote E tripa inteiramente de folhas maduro — três camadas de fermentação longa no mesmo blend. Capa San Andrés, capote Corojo maduro e miolo do Brasil, Honduras e República Dominicana. Toro Gordo de 152 por 60, 89 pontos na Cigar Aficionado.
Forte de verdade, mas redondo: café expresso, chocolate amargo, madeira e pimenta, com o dulçor escuro que só o maduro triplo entrega. Para o fim da noite, de estômago forrado.
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Long Live the King é a linha-coroa de Robert Caldwell, extensão do cultuado The King is Dead. O Lock Stock é o belicoso de 127 por 52: capa Corojo dominicana avermelhada, capote dominicano e miolo da República Dominicana, Nicarágua e Peru — 91 pontos na Cigar Aficionado.
Médio-forte, especiado e vivo, com uma doçura calmante por baixo. A anilha do rosto coroado a lápis é arte assinada — o rei de olhos vendados que virou símbolo da casa.
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Blind Man's Bluff é o jogo da cabra-cega — e a anilha entrega o mote: o rosto de olhos cobertos pela coroa. Feito em Honduras na Agroindustrias Laepe para Robert Caldwell, com capa Habano equatoriana oleosa, capote Criollo hondurenho e miolo dominicano e hondurenho. Magnum de 152 por 60, 87 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, generoso de fumaça: cedro, pão torrado e pimenta de meio de boca. O gordo acessível de uma marca que costuma mirar mais alto.
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O Disciple estreou em 2021 como exclusivo dos lojistas da associação americana TAA, num lancero fino, e a procura fez a Diesel abrir a linha. Capa San Andrés mexicana, capote Sumatra equatoriano e miolo Habano nicaraguense, por A.J. Fernandez e Justin Andrews em Estelí. Toro de 159 por 52, 87 pontos na Cigar Aficionado.
Abre em pimenta e terra e vira para café, couro e cedro — médio a encorpado, cremoso, e termina doce sem nunca amargar. A San Andrés faz o trabalho que dela se espera.
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O 1875 celebra o ano em que Romeo y Julieta nasceu em Havana; a Reserva Real é a sua expressão dominicana de gala, feita na Tabacalera de García com capa TBN equatoriana. Churchill de 178 por 50 — o formato do homem que deu nome ao formato.
Suave a médio, floral e amanteigado, com cedro e um toque de amêndoa. Charuto de celebração clássica: uma hora e meia de elegância previsível, no melhor sentido.
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A Reserva Real Nicarágua leva a marca centenária para Estelí: capa equatoriana Habano sobre tabacos 100% nicaraguenses da AJ Fernandez, que assina a produção. Toro de 152 por 54, 92 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, mais escuro e terroso que o primo dominicano: cacau, terra e pimenta doce. É o Romeo y Julieta para quem acha o clássico comportado demais.
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A White Series é o Montecristo de capa clara: folha Connecticut Shade equatoriana, sedosa e uniforme, sobre capote nicaraguense e miolo dominicano e nicaraguense, na Tabacalera de García. Toro de 152 por 54.
Suave a médio, cremoso, com notas de castanha, manteiga e um cítrico leve no arranque. O branco da anilha não mente: é o mais luminoso da família.
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A linha 1935 Anniversary celebra os oitenta e cinco anos do nome Montecristo com um puro nicaraguense da AJ Fernandez — capa, capote e tripa de Jalapa, Ometepe, Condega e Estelí. O Toro é o irmão de corpo cheio do No. 2 premiado: mesma folha, formato clássico de 152 por 54.
Médio-forte, terroso, com gengibre, cacau e café torrado — o mesmo perfil que levou o No. 2 ao #2 do mundo em 2021. Para quem prefere o parejo ao figurado.
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A Cavalier Genève é suíça de origem e hondurenha de fábrica, e faz séries regionais — esta é a exclusiva dos Estados Unidos. Capa San Andrés mexicana, capote Connecticut cultivado em Honduras, e um miolo de quatro procedências: República Dominicana, Honduras, Nicarágua e a própria folha americana que dá nome à edição. Toro de 152 por 54.
Médio-forte, com terra, cacau e pimenta seca. Toda Cavalier carrega um diamante dourado colado na capa — a assinatura que a marca não abre mão.
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A Black Series II é a Cavalier no seu gesto mais ousado: uma folha de ouro de 24 quilates vem incrustada na capa San Andrés mexicana, ao lado do diamante que a marca assina em tudo. Capote e miolo nicaraguenses, box-pressed, feita em Honduras. Robusto de 127 por 52.
Médio-forte, com madeira, pimenta e um tostado que pede fim de jantar. O ouro não é truque de vitrine — queima junto, e a Cavalier faz questão de dizer isso.
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O 601 Blue Label Maduro é o box-pressed escuro de Erik Espinosa, feito na La Zona em Estelí: capa Connecticut Broadleaf de fermentação longa sobre puro nicaraguense. Robusto de 127 por 52, 91 pontos na Cigar Aficionado.
Encorpado e untuoso: chocolate amargo, café, terra molhada e pimenta que aquece sem queimar. O prensado deixa a fumaça mais densa — charuto de inverno por vocação.
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O Cohiba Blue é a porta de entrada da lenda em sua versão dominicana: capa hondurenha Olancho San Agustín, capote hondurenho e miolo de três países, na General Cigar. Robusto de 139 por 50, 86 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, acessível e aromático: madeira, café com leite e um dulçor de baunilha. O nome pesa; o charuto conversa.
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O Decade celebrou os dez anos da Rocky Patel e virou permanente por mérito: capa Sumatra equatoriana escura sobre tabacos nicaraguenses, com a nota 95 da Cigar Aficionado estampada na própria caixa. Toro de 152 por 52.
Encorpado e polido: couro, chocolate, café e um final doce longo. É o Rocky Patel que os críticos citam quando querem elogiar a marca inteira.
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O The Banker homenageia Herman Upmann, o banqueiro alemão que em 1844 abriu um banco em Havana para ficar perto dos charutos. O Daytrader é o toro da linha: capa Sumatra equatoriana avermelhada, capote nicaraguense e miolo dominicano e nicaraguense, do Grupo de Maestros da Tabacalera de García. 152 por 54.
Médio, equilibrado como convém a um banqueiro: cedro, couro claro, café e um dulçor de passas. A anilha verde-esmeralda com grafismo de pregão é das mais elegantes da gaveta.
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Este é o charuto que inventou uma técnica: foi no Reserve 10th Anniversary Champagne que Nicholas Perdomo passou a terminar o envelhecimento da capa dentro de barris de bourbon carbonizados — seis meses, depois de um duplo envelhecimento normal. O nome veio daí, e a Perdomo chama essa folha de o champanhe das capas. Churchill de 178 por 54.
Capa Connecticut equatoriana sobre capote e miolo nicaraguenses de semente cubana, das fazendas da própria Perdomo, com no mínimo seis anos de guarda. Suave a médio: creme, cedro, amêndoa e um adocicado de baunilha que denuncia o barril.
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A Espada é a linha 100% nicaraguense da Montecristo, enrolada por Plasencia em Estelí. A versão Oscuro troca a capa da linha por uma Habano Rosado Oscuro — folha escura, oleosa, colhida mais alto no pé. Toro de 152 por 50.
Médio-forte e de estrutura larga: pimenta preta na entrada, cacau e cedro no meio, couro no fim. A espada cruzada da segunda anilha avisa o que vem: esta é a lâmina da família.
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O Red Dot é a Cohiba dominicana — a do ponto vermelho, feita na República Dominicana e sem parentesco com a cubana de mesmo nome. Capa Cameroon sobre capote de Jember, da Indonésia, e miolo dominicano. Robusto de 127 por 49.
Média de força e larga de sabor: castanha torrada, cedro e uma pimenta doce que aparece no segundo terço. É a Cohiba que se degusta sem ocasião — e o ponto vermelho na anilha é reconhecido a três metros.
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O mesmo feito do Toro Gordo em formato curto: capa, capote E tripa inteiramente de folhas maduro, as três de fermentação longa. Capa San Andrés, capote Corojo maduro, miolo do Brasil, Honduras e República Dominicana. Robusto de 127 por 50, enrolado em Honduras.
Forte e escuro, com café expresso, chocolate amargo e pimenta — o mesmo perfil do irmão maior numa hora que não pede uma hora e meia. Para a noite curta que ainda quer peso.
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A Reserva Real Nicaragua ganhou uma versão trançada: duas capas enroladas em espiral no mesmo charuto — Habano nicaraguense e maduro, alternadas volta a volta. Sai da fábrica de A.J. Fernández em Estelí, sobre o mesmo capote e miolo da linha original. Twisted Toro de 152 por 54.
Médio-forte, com cacau e café da folha escura e uma pimenta seca que vem da clara — o sabor muda conforme a brasa cruza de uma capa para a outra. O trançado tem função: são dois charutos degustados em sequência, no mesmo corpo.
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esgotadoA curadoria que sustenta o catálogo. Nenhum entra por acaso.


A Sumatra é a leitura hondurenha da casa Carrillo, feita na Tabacos de Oriente com capa Olancho San Agustín — folha hondurenha de semente Sumatra, mais rara do que o nome sugere. Toro de 152 por 52, 89 pontos na Cigar Aficionado.
Médio-forte de perfil seco: madeira, couro e pimenta preta, com um fundo adocicado que a capa Sumatra entrega no último terço.
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A série Essence é a viagem de Ernesto Perez-Carrillo por regiões: cada edição mostra uma capa e um país. A de Honduras traz a Olancho San Agustín — folha hondurenha que passa dois anos fermentando até ficar escura e oleosa — sobre capote hondurenho e miolo de Honduras e Nicarágua, na Tabacos de Oriente da família Plasencia.
Médio, cremoso e terroso, com pão tostado, cedro e um dulçor de castanha no fim. É a Honduras contada por quem construiu nome na República Dominicana — e é essa distância que dá o interesse.
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O Club 52 é a linha de todo dia da Casa Carrillo, enrolada em Santiago de los Caballeros, no coração da região de tabaco dominicana: capa Sumatra equatoriana, capote nicaraguense e um miolo que é oitenta por cento nicaraguense, completado com folha dominicana. Toro de 149 por 52, 88 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, de construção impecável — a marca registrada da família. Cedro, café com leite e uma especiaria discreta que nunca toma a frente. O Carrillo para abrir sem pensar duas vezes.
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A Beast é o exagero assumido da Gurkha, e o XO é a maior das vitolas: 165 por 60. A capa vem da Costa Rica — folha rara em charuto premium — e envelhece no mínimo oito anos antes de vestir o capote dominicano e um miolo que junta República Dominicana, Nicarágua e Honduras.
Médio a encorpado, com couro, café escuro e madeira. A bitola 60 pede tempo: é charuto de mesa posta, não de intervalo.
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Jackdaw é a gralha que rouba objetos brilhantes — e dá nome à linha de entrada da Blackbird. Capa Connecticut cultivada no Equador, capote da Indonésia e um miolo que junta Corojo 99, folha dos Estados Unidos e da República Dominicana. Robusto de 127 por 50.
Suave a médio, com dulçor claro e pimenta branca, e um aroma que a marca credita ao Corojo 99 do miolo. É o charuto de começar a tarde — leve na força, não na construção.
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O Grand Cru é a seleção de gala da Punch hondurenha: as folhas mais envelhecidas da casa, vestidas de capa clara e sedosa. Robusto de 133 por 50 — a Cigar Aficionado deu 87 pontos.
Médio, redondo, com amêndoa, cedro e mel de fundo. É a Punch de smoking: a força da marca, penteada para jantar.
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A Royal Coronation é a Punch de tubo: corona hondurenha guardada em alumínio, pronta para viajar no bolso do paletó. Capa clara sobre miolo de Honduras, Nicarágua e República Dominicana, 127 por 44.
Suave a médio, com cedro, terra clara e um toque de pimenta no final. O tubo é o umidor de um charuto só — o companheiro de estrada do catálogo.
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O Rare Corojo é lançamento anual limitado da Punch — capa Sumatra equatoriana avermelhada sobre capote Connecticut Broadleaf e miolo de três países. O Champion é a vitola-símbolo: um perfecto em forma de pino de boliche, 115 por 60, 91 pontos na Cigar Aficionado.
Especiado e saboroso: madeira doce, cacau, nougat e baunilha, com o pé bojudo abrindo o blend aos poucos. Some das prateleiras americanas toda primavera — aqui, é questão de chegar primeiro.
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O Champion é o formato mais reconhecível da Punch hondurenha: um perfecto de pino de boliche, 114 mm que abrem de 30 de bitola no pé até 60 no ponto mais largo. Capa Sumatra equatoriana, capote Connecticut e um miolo de três países — Honduras, Nicarágua e República Dominicana.
Médio-forte e saboroso, com madeira doce, terra e especiaria. O pé estreito acende fácil e vai abrindo o sabor conforme a bitola cresce: o charuto muda na mão de quem degusta.
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O Elite é a corona clássica da Punch: 133 por 45, formato que a marca faz desde sempre e que resiste às modas de bitola larga. Capa Sumatra equatoriana oleosa, castanha, sobre miolo de Honduras, Nicarágua e República Dominicana.
Forte, direto, sem rodeio — a Punch como ela é conhecida entre quem a degusta há décadas. Couro, pimenta preta e madeira. O formato fino concentra tudo isso.
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Mesma linha do Gran Retorno Habano e o mesmo relógio: vinte e quatro meses de fardo, seis na sala de cedro e mais trinta e três de caixa no humidor. O que muda é a capa — aqui, maduro escura de fermentação longa, sobre o miolo de três países que Rafael Nodal montou na fábrica Plasencia.
A guarda que a linha inteira carrega aparece aqui com outro peso: chocolate amargo, café e terra escura, mais denso que o irmão de capa clara. Quase cinco anos entre a folha e a sua mesa.
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Gran Retorno é o nome e é o fato: a linha nasceu em 2016 para trazer a Oliveros de volta ao balcão, por Rafael Nodal e Hank Bischoff, na fábrica Plasencia. Capa Habano cultivada no Equador, e um miolo que reúne folha de três países — República Dominicana, Nicarágua e Honduras.
O que o distingue é o relógio. A folha dorme vinte e quatro meses em fardo; já enrolado, descansa mais seis na sala de cedro da fábrica; e a caixa ainda espera trinta e três meses no humidor antes de sair. Quase cinco anos entre a colheita e a sua mesa — e é exatamente isso que se degusta.
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O LB1 leva as iniciais de LeBron James — parceria declarada entre o astro e a Rocky Patel, feita em Honduras com capa Habano equatoriana, capote San Andrés e miolo de Honduras e Nicarágua. Robusto-toro de 140 por 50, 88 pontos na Cigar Aficionado.
Médio-forte, moderno: cacau, pimenta vermelha e madeira tostada, com a construção impecável da linha premium da casa. A anilha branca minimalista destoa de propósito — é o clássico reescrito.
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O Columbus chega ao balcão pela porta discreta: sem grande campanha, sem rating de revista, com uma anilha dourada de brasão e o nome do navegador. Toro de 152 por 50, puro nicaraguense.
Médio, de perfil clássico: madeira, café e terra, sem sobressalto. É o tipo de charuto que a curadoria inclui porque provou, não porque leu — e entra no catálogo por isso.
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Os Originals de Omar Ortez são puros nicaraguenses rústicos de propósito: capa escura, miolo encorpado de Estelí e caixas de madeira crua de vinte unidades. Robusto de 127 por 54, 90 pontos na Cigar Aficionado.
Terroso e direto: chocolate, terra, pimenta e um dulçor de rapadura. Sem cerimônia e sem defeito — o melhor custo-força do catálogo.
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O Maduro da Spanish Galleon veste uma capa brasileira Bahia Criollo 98, escurecida por tripla fermentação — no processo natural e lento, sem atalho de estufa. Por baixo, o mesmo miolo dominicano e nicaraguense que sustenta a linha. Toro de 152 por 54.
Médio, com terra, couro e café — a doçura escura que só o maduro de verdade entrega. Sai da República Dominicana em bundle, sem caixa de cedro e sem cerimônia.
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O Corojo é o lado picante da Spanish Galleon: capa Corojo equatoriana sobre miolo dominicano e nicaraguense, enrolado à cubana com tríplice cap e testado um a um no tiro. Toro de 152 por 54.
Médio a encorpado, com terra, couro e um final de especiaria com baunilha. Entre os três da linha, é o que tem mais nervo — e o que melhor responde a um destilado.
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A Classic é a porta de entrada da Spanish Galleon: capa Connecticut cultivada no Equador — folha clara e sedosa —, capote Habano dominicano e um miolo que junta República Dominicana e Nicarágua. Sai da República Dominicana em bundle, sem a cerimônia da caixa de cedro, e o preço agradece.
Suave a médio, com cedro, terra e um fio de baunilha. Toro de 152 mm por 54 de bitola: bitola larga, tiro generoso, nada que canse o paladar. É por onde se começa a reparar nas diferenças — e é o que se abre numa manhã sem compromisso.
Acima de R$ 1.000 no carrinho, o Pix vai a −20%. Os descontos não se somam.
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Mesmo corte de folha do Toro, num formato mais curto: capa Connecticut cultivada no Equador, capote Habano dominicano e miolo que junta República Dominicana e Nicarágua. A Classic sai da República Dominicana em bundle — feita para ser aberta sem ocasião.
Suave a médio, com cedro, terra e um fio de baunilha. Robusto de 127 mm por 54 de bitola: a bitola larga entrega o mesmo corpo do Toro num formato que cabe numa janela mais curta da noite.
Acima de R$ 1.000 no carrinho, o Pix vai a −20%. Os descontos não se somam.
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Esteban Carreras é casa pequena de Miami com fábrica na Nicarágua, e o Dictator's Hand é o charuto que a colocou no mapa: capa Corojo maduro do Equador, maturada dois anos antes de ir para a bancada, sobre capote e miolo nicaraguenses. Toro de 152 por 50.
Médio-forte e especiado, com pimenta na frente, terra e cacau atrás. O grifo dourado da anilha entrega o tom — é charuto de mão firme, e cobra menos do que aparenta.
Acima de R$ 1.000 no carrinho, o Pix vai a −20%. Os descontos não se somam.
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Os descontos não se somam: acima de R$ 1.000 o Pix substitui os 10% por 20%.