
Setenta e três anilhas que pouca gente alcança. Chegam em número contado — e quando acabam, acabaram.
Nem tudo aqui é raro — e dizer que é seria fácil demais. Cada anilha sabe o que é.
Número contado, sem previsão de retorno. Quando acabam, acabaram.


O Encore nasceu para provar que a segunda obra pode superar a primeira: puro nicaraguense desenhado por Ernesto Perez-Carrillo na Tabacalera La Alianza, a linha foi eleita Charuto do Ano pela Cigar Aficionado em 2018. O Celestial é a vitola 156 por 50 — e tem prova própria: 96 pontos da mesma revista.
Folha nicaraguense da capa à tripa, corpo médio-forte, e aquela doçura de terra e cedro que fez o nome da linha. É dos raros em que o prêmio veio do próprio charuto, não do sobrenome que carrega.
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O XO é o degrau acima do Classic: mesmos tabacos dominicanos da Davidoff, mais tempo de descanso, e as vitolas batizadas em termos musicais. O Legato é o toro de 152 por 54 — legato, em música, é tocar as notas ligadas, sem respiro entre elas.
Médio e sedoso, com creme, madeira clara e nozes; a construção Davidoff garante tiro e combustão de manual. Elegância sem esforço.
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A Ozgener Family é o retorno da família de Cano Ozgener — fundador da CAO — ao tabaco, e o Bosphorus homenageia o estreito de Istambul que corta a cidade natal deles. Feito na Tabacalera La Alianza de Ernesto Perez-Carrillo, com capa equatoriana e miolo de Estelí, Jalapa e Ometepe. O B52 é o robusto de 127 por 52, 93 pontos na Cigar Aficionado.
Médio a médio-forte: café com creme, cedro e uma pimenta que cresce sem gritar. A anilha de bandeirinhas náuticas é das mais bonitas do catálogo — e a prova está no medalhão.
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O Worthy Fool fecha a trilogia Fool's Errand, que a Diesel abriu em 2022 — três edições limitadas, todas no mesmo perfecto de 127 por 58, todas com blend diferente. Este traz capa Sumatra equatoriana sobre capote e miolo Habano nicaraguenses, assinado por A.J. Fernandez com Justin Andrews na fábrica de Estelí.
Encorpado e sem meio-termo, como a linha promete: pimenta, terra e madeira escura, com um fundo doce que aparece no último terço. A caixa de dez trazia um enigma impresso — o nome não é acaso.
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Cellar Reserve é a linha em que a Gurkha guarda folha por quinze anos antes de enrolar. O Prisoner é o salomón de 178 por 54 — formato difícil, de pé fechado e cabeça em ponta, que poucos torcedores fazem bem. Capa Criollo 1998 nicaraguense oleosa, capote Olor dominicano e miolo dominicano de folha longa, tudo com a mesma idade.
Médio a encorpado, de complexidade redonda: cacau, cedro envelhecido e um dulçor de fruta seca que só o tempo dá. Cresce em força até o fim.
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1935 é o ano em que o nome Montecristo apareceu. Oitenta e cinco anos depois, a linha Anniversary saiu inteira da Nicarágua — capa, capote e tripa colhidos em Jalapa, Ometepe, Condega e Estelí, sob as mãos de A.J. Fernández na fábrica San Lotano. O No. 2 é o figurado da linha: 156 mm por 52 de bitola, box-pressed, faces planas e cantos vivos.
A Cigar Aficionado deu 95 pontos e o colocou em #2 do ano de 2021 — a anilha branca que ele carrega é a da própria revista. Abre terroso e desce para biscoito de gengibre, cacau em pó, café torrado e avelã; tiro e combustão exemplares. Médio-forte do primeiro ao último terço.
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O Quattro Nicaragua é a obra de Rafael Nodal que levou o Charuto do Ano de 2019 — e o Maestro é a vitola torpedo da linha, 152 por 52, box-pressed. Puro nicaraguense feito na fábrica AJ Fernandez.
Médio-forte, musical como os nomes da casa: madeira doce, canela, café e um final longo de cacau. O torpedo concentra tudo isso na cabeça cônica — corte fino, primeiro terço em câmera lenta.
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O projeto começou em 2016 e só chegou ao balcão em 23 de janeiro de 2023 — sete anos entre a ideia e a fumaça. É obra de A.J. Fernández na San Lotano, em Estelí: capa San Andrés maduro do México, capote e tripa das fazendas dele na Nicarágua, tudo em box-press — as faces planas e os cantos vivos que a mão reconhece antes dos olhos.
A Cigar Aficionado deu 94 pontos e o colocou em #10 do ano de 2023; a Cigar Spirits, em #2 de 2024. A capa é escura e áspera ao toque — potente, e ainda assim macio.
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O nome é o blend: This Blend is Undisclosed. A Cavalier Genève decidiu não revelar capa, capote nem miolo — e mantém a decisão em cada edição, que muda de ano para ano sem aviso. Corona gorda de 152 por 44, feita em Honduras como todo o resto da casa.
É o oposto do que este catálogo costuma fazer: aqui não há ficha para conferir, só o que a boca disser. Quem gosta de degustar às cegas encontrou o seu — e o diamante dourado na capa continua lá, como em toda Cavalier.
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Chega sem anilha. Nenhuma, de propósito — a ausência é a proposta. O Secret Blend não revela capa, capote nem miolo, e não traz nada na capa que ajude a adivinhar. Pirâmide de 152 por 52, long filler de folha selecionada.
Degustar às cegas muda a atenção de lugar: sem marca para confirmar expectativa, sobra o que a boca encontra. Média de força, com madeira e um dulçor de terra. É o charuto que entregamos quando o assunto é confiar na curadoria.
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O mesmo silêncio do Pirâmide, em formato curto: robusto de 127 por 50, sem anilha, sem ficha de blend, com capa maduro escura e long filler selecionado.
É o Secret Blend para uma janela mais estreita da noite. Média de força, com cacau e terra, e a mesma provocação: se ninguém disser o nome, o que você diria que é?
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esgotadoConsagrados pela crítica — nota, ano e lugar no pódio.


La Historia é a homenagem de Ernesto Perez-Carrillo à própria família, e o Doña Elena leva o nome da matriarca: capa San Andrés mexicana escura, capote equatoriano e miolo nicaraguense, no formato toro de 152 por 50. A Cigar Aficionado deu 89 pontos ao Doña Elena — e elegeu o irmão E-III Charuto do Ano de 2014 com 95.
Encorpado com o dulçor típico da capa mexicana: chocolate, terra úmida e um final de especiaria doce. Veste-se de pé de cetim azul-turquesa, a assinatura da linha.
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O AVO Classic é o charuto do pianista Avo Uvezian, composto na República Dominicana sob o guarda-chuva da Davidoff: capa Connecticut do Equador, capote Olor dominicano e miolo envelhecido por ao menos seis anos. O No. 2 é a vitola 152 por 50 que virou sinônimo da marca.
Suave a médio, cremoso, com amêndoa, cedro e um toque de baunilha — o charuto de manhã inteira, polido como o jazz do seu criador.
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O Syncro Nicarágua é o encontro dos dois mundos de Avo Uvezian: o refinamento dominicano da Davidoff sincronizado com a força vulcânica de Ometepe, a ilha nicaraguense de solo negro. Toro Gordo de 152 por 60.
Médio, com terra doce, pimenta suave e um fundo mineral que é a assinatura de Ometepe. A bitola larga abre o blend devagar — charuto de conversa longa.
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O Triple Maduro fez história como o primeiro charuto com capa, capote E tripa inteiramente de folhas maduro — três camadas de fermentação longa no mesmo blend. Capa San Andrés, capote Corojo maduro e miolo do Brasil, Honduras e República Dominicana. Toro Gordo de 152 por 60, 89 pontos na Cigar Aficionado.
Forte de verdade, mas redondo: café expresso, chocolate amargo, madeira e pimenta, com o dulçor escuro que só o maduro triplo entrega. Para o fim da noite, de estômago forrado.
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Long Live the King é a linha-coroa de Robert Caldwell, extensão do cultuado The King is Dead. O Lock Stock é o belicoso de 127 por 52: capa Corojo dominicana avermelhada, capote dominicano e miolo da República Dominicana, Nicarágua e Peru — 91 pontos na Cigar Aficionado.
Médio-forte, especiado e vivo, com uma doçura calmante por baixo. A anilha do rosto coroado a lápis é arte assinada — o rei de olhos vendados que virou símbolo da casa.
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Blind Man's Bluff é o jogo da cabra-cega — e a anilha entrega o mote: o rosto de olhos cobertos pela coroa. Feito em Honduras na Agroindustrias Laepe para Robert Caldwell, com capa Habano equatoriana oleosa, capote Criollo hondurenho e miolo dominicano e hondurenho. Magnum de 152 por 60, 87 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, generoso de fumaça: cedro, pão torrado e pimenta de meio de boca. O gordo acessível de uma marca que costuma mirar mais alto.
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O Disciple estreou em 2021 como exclusivo dos lojistas da associação americana TAA, num lancero fino, e a procura fez a Diesel abrir a linha. Capa San Andrés mexicana, capote Sumatra equatoriano e miolo Habano nicaraguense, por A.J. Fernandez e Justin Andrews em Estelí. Toro de 159 por 52, 87 pontos na Cigar Aficionado.
Abre em pimenta e terra e vira para café, couro e cedro — médio a encorpado, cremoso, e termina doce sem nunca amargar. A San Andrés faz o trabalho que dela se espera.
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O 1875 celebra o ano em que Romeo y Julieta nasceu em Havana; a Reserva Real é a sua expressão dominicana de gala, feita na Tabacalera de García com capa TBN equatoriana. Churchill de 178 por 50 — o formato do homem que deu nome ao formato.
Suave a médio, floral e amanteigado, com cedro e um toque de amêndoa. Charuto de celebração clássica: uma hora e meia de elegância previsível, no melhor sentido.
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A Reserva Real Nicarágua leva a marca centenária para Estelí: capa equatoriana Habano sobre tabacos 100% nicaraguenses da AJ Fernandez, que assina a produção. Toro de 152 por 54, 92 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, mais escuro e terroso que o primo dominicano: cacau, terra e pimenta doce. É o Romeo y Julieta para quem acha o clássico comportado demais.
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A White Series é o Montecristo de capa clara: folha Connecticut Shade equatoriana, sedosa e uniforme, sobre capote nicaraguense e miolo dominicano e nicaraguense, na Tabacalera de García. Toro de 152 por 54.
Suave a médio, cremoso, com notas de castanha, manteiga e um cítrico leve no arranque. O branco da anilha não mente: é o mais luminoso da família.
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A linha 1935 Anniversary celebra os oitenta e cinco anos do nome Montecristo com um puro nicaraguense da AJ Fernandez — capa, capote e tripa de Jalapa, Ometepe, Condega e Estelí. O Toro é o irmão de corpo cheio do No. 2 premiado: mesma folha, formato clássico de 152 por 54.
Médio-forte, terroso, com gengibre, cacau e café torrado — o mesmo perfil que levou o No. 2 ao #2 do mundo em 2021. Para quem prefere o parejo ao figurado.
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A Cavalier Genève é suíça de origem e hondurenha de fábrica, e faz séries regionais — esta é a exclusiva dos Estados Unidos. Capa San Andrés mexicana, capote Connecticut cultivado em Honduras, e um miolo de quatro procedências: República Dominicana, Honduras, Nicarágua e a própria folha americana que dá nome à edição. Toro de 152 por 54.
Médio-forte, com terra, cacau e pimenta seca. Toda Cavalier carrega um diamante dourado colado na capa — a assinatura que a marca não abre mão.
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A Black Series II é a Cavalier no seu gesto mais ousado: uma folha de ouro de 24 quilates vem incrustada na capa San Andrés mexicana, ao lado do diamante que a marca assina em tudo. Capote e miolo nicaraguenses, box-pressed, feita em Honduras. Robusto de 127 por 52.
Médio-forte, com madeira, pimenta e um tostado que pede fim de jantar. O ouro não é truque de vitrine — queima junto, e a Cavalier faz questão de dizer isso.
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O 601 Blue Label Maduro é o box-pressed escuro de Erik Espinosa, feito na La Zona em Estelí: capa Connecticut Broadleaf de fermentação longa sobre puro nicaraguense. Robusto de 127 por 52, 91 pontos na Cigar Aficionado.
Encorpado e untuoso: chocolate amargo, café, terra molhada e pimenta que aquece sem queimar. O prensado deixa a fumaça mais densa — charuto de inverno por vocação.
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O Cohiba Blue é a porta de entrada da lenda em sua versão dominicana: capa hondurenha Olancho San Agustín, capote hondurenho e miolo de três países, na General Cigar. Robusto de 139 por 50, 86 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, acessível e aromático: madeira, café com leite e um dulçor de baunilha. O nome pesa; o charuto conversa.
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O Decade celebrou os dez anos da Rocky Patel e virou permanente por mérito: capa Sumatra equatoriana escura sobre tabacos nicaraguenses, com a nota 95 da Cigar Aficionado estampada na própria caixa. Toro de 152 por 52.
Encorpado e polido: couro, chocolate, café e um final doce longo. É o Rocky Patel que os críticos citam quando querem elogiar a marca inteira.
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O The Banker leva o nome do que a família Upmann viria a ser em Havana: Hermann Dietrich Upmann, alemão de Bielefeld, registrou a marca de charutos em 1844, e décadas depois o banco da família seria o mais importante de Cuba. O Daytrader é a extensão moderna da linha — a caixa e a anilha secundária trazem os candlesticks do pregão —, e este é o seu Toro: capa Sumatra equatoriana avermelhada, capote nicaraguense e miolo dominicano e nicaraguense, do Grupo de Maestros da Tabacalera de García. 152 mm por cepo 54.
Médio-forte e de espinha firme, como convém a um banqueiro: abre em cedro e madeira, ganha pimenta-preta e terra no centro e fecha em castanhas, cacau e um toque de couro. A anilha verde-garrafa, com o grafismo de pregão em turquesa sobre o ouro, é das mais elegantes da gaveta.
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Este é o charuto que inventou uma técnica: foi no Reserve 10th Anniversary Champagne que Nicholas Perdomo passou a terminar o envelhecimento da capa dentro de barris de bourbon carbonizados — seis meses, depois de um duplo envelhecimento normal. O nome veio daí, e a Perdomo chama essa folha de o champanhe das capas. Churchill de 178 por 54.
Capa Connecticut equatoriana sobre capote e miolo nicaraguenses de semente cubana, das fazendas da própria Perdomo, com no mínimo seis anos de guarda. Suave a médio: creme, cedro, amêndoa e um adocicado de baunilha que denuncia o barril.
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A Espada é a linha 100% nicaraguense da Montecristo, enrolada por Plasencia em Estelí. A versão Oscuro troca a capa da linha por uma Habano Rosado Oscuro — folha escura, oleosa, colhida mais alto no pé. Toro de 152 por 50.
Médio-forte e de estrutura larga: pimenta preta na entrada, cacau e cedro no meio, couro no fim. A espada cruzada da segunda anilha avisa o que vem: esta é a lâmina da família.
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O Red Dot é a Cohiba dominicana — a do ponto vermelho, feita na República Dominicana e sem parentesco com a cubana de mesmo nome. Capa Cameroon sobre capote de Jember, da Indonésia, e miolo dominicano. Robusto de 127 por 49.
Média de força e larga de sabor: castanha torrada, cedro e uma pimenta doce que aparece no segundo terço. É a Cohiba que se degusta sem ocasião — e o ponto vermelho na anilha é reconhecido a três metros.
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O mesmo feito do Toro Gordo em formato curto: capa, capote E tripa inteiramente de folhas maduro, as três de fermentação longa. Capa San Andrés, capote Corojo maduro, miolo do Brasil, Honduras e República Dominicana. Robusto de 127 por 50, enrolado em Honduras.
Forte e escuro, com café expresso, chocolate amargo e pimenta — o mesmo perfil do irmão maior numa hora que não pede uma hora e meia. Para a noite curta que ainda quer peso.
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A Reserva Real Nicaragua ganhou uma versão trançada: duas capas enroladas em espiral no mesmo charuto — Habano nicaraguense e maduro, alternadas volta a volta. Sai da fábrica de A.J. Fernández em Estelí, sobre o mesmo capote e miolo da linha original. Twisted Toro de 152 por 54.
Médio-forte, com cacau e café da folha escura e uma pimenta seca que vem da clara — o sabor muda conforme se passa de uma capa para a outra. O trançado tem função: são dois charutos degustados em sequência, no mesmo corpo.
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Aganorsa é a lavoura antes de ser a marca: a Agrícola Ganadera Norteña planta em Estelí e em Jalapa a folha de semente cubana que ela mesma enrola — e é por isso que o braço com a folha está na anilha. Na Validación tudo vem desse campo: capa Corojo, capote e miolo nicaraguenses, do mesmo produtor. Toro de 152 por 52.
É o lado picante da dupla — a capa Corojo responde pela pimenta e pelo cedro, sobre um fundo de terra. Ao lado dele, o Maduro faz o lado doce da mesma linha.
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Mesma lavoura do Corojo: a Agrícola Ganadera Norteña planta em Estelí e em Jalapa a folha de semente cubana que ela mesma enrola. O que muda é a capa — folha do alto da planta, fermentada por mais tempo e a temperatura mais alta, até escurecer e ganhar oleosidade. Toro de 152 por 52.
É o lado doce da dupla: cacau, café e um fundo de madeira, onde o Corojo traz pimenta. O corpo por baixo é o mesmo — troca-se a capa, e com ela o açúcar.
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El Rey del Mundo é um dos nomes mais antigos do ofício: nasceu em Havana em 1848, e a linha que chega aqui vem de Honduras. O Oscuro de 2024 é a versão de capa escura — folha do alto da planta, fermentada até quase o preto. Cada charuto vem embrulhado em sua própria folha de cedro, torcida no topo, e é assim que sai da caixa. Robusto Larga de 152 por 54.
Denso e doce-amargo: cacau escuro, café e uma pimenta preta que fica no fim. É o mais escuro do acervo — daqueles para o dia em que há tempo.
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La Aroma de Cuba é nome de Havana do século XIX, hoje feito em Estelí pela família García, na fábrica My Father. O Mi Amor é a linha de capa escura: uma San Andrés mexicana, folha do alto e de fermentação longa, sobre miolo nicaraguense. A mulher do retrato na anilha vem da marca antiga e atravessou tudo. Magnífico de 152 por 54.
Doce e denso: cacau, café e uma especiaria adocicada que cresce no meio. Médio-forte e cremoso — dos que se abrem devagar.
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Blackened nasceu de um encontro improvável: o uísque que o Metallica criou, amadurecido nos barris sob as frequências graves da própria música, e a Drew Estate de Estelí. O S84 é a versão de capa clara — Connecticut Shade do Equador sobre o mesmo miolo maduro do M81. O S é da capa e o 84 é de 1984, ano de Ride the Lightning: o nome brinca com a canção do disco, de Fade para Shade to Black. Toro de 152 por 52.
Creme, cedro e uma pimenta branca que cresce no fim. Média a médio-forte, com mais corpo do que a capa clara promete.
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Esta é a linha original, de 2014, e leva o nome do que a família Upmann viria a ser em Havana: Hermann Dietrich Upmann, alemão de Bielefeld, registrou a marca de charutos em 1844 e, décadas depois, o banco da família seria o mais importante de Cuba, representante dos Rothschild. As vitolas herdaram o vocabulário do dinheiro, e annuity é a renda que se recebe ano após ano. Toro de 152 por cepo 52, capa Habano equatoriana sobre capote nicaraguense e miolo dominicano e nicaraguense, da Tabacalera de García. 89 pontos na Cigar Aficionado.
Médio a médio-forte, e cresce no terço final: terra e couro na abertura, pimenta e um traço de canela no centro, cacau e café no fim. São duas anilhas verdes na mesma peça — a alta na cabeça, com a coroa dourada; a baixa rente ao pé, só com os filetes e o nome. É essa simetria que identifica a linha de longe.
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Em 2019, para os cinquenta anos do nome Trinidad, a Altadis fez o que a marca nunca havia feito: entregou o blend a A.J. Fernández e mandou produzir em Estelí. Saiu um puro nicaraguense — capa, capote e miolo da mesma terra —, e a arte veio junto, inspirada na Havana dos anos 1960: as duas anilhas trazem, nas laterais, blocos de cor recortados de uma pintura, e por isso nenhum charuto da caixa mostra a mesma sequência. Toro de 152 por cepo 54.
Média, com terra e pimenta na abertura e madeira crescendo até o fim. A anilha alta é azul-marinho com moldura de ouro, o monograma de três T entrelaçados e TRINIDAD em versais; encostada nela, a segunda diz ESPIRITU — sem acento, como o fabricante grafa — sobre a faixa dourada com SERIES No.1. Do fim dela até o pé é capa nua.
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O nome é a resposta inteira: y nada más. Esta é a Partagas de fora de Cuba, da General Cigar, e em 2025 ela fez algo que não costumava fazer — mandou rolar a linha numa fábrica de terceiros, a Tabacalera William Ventura, em Tamboril, no interior de Santiago. Puro dominicano de espinha: capa Habano 2000, capote Sumatra e miolo de piloto, corojo, equador e broadleaf. Toro de 152 por cepo 52.
Média a médio-forte: abre em cedro, ganha terra no meio e traz um caramelo que vai e volta, com castanha e pimenta por baixo. A crítica provou o Robusto da mesma mistura — 91 pontos na Cigar Aficionado, 90 na halfwheel. A anilha é uma peça só, alta, e conta a história em duas metades: em cima o brasão de 1845, com os dois escudos coroados e as flechas; embaixo, uma rua de Santiago impressa em vermelho e preto, com sacada, letreiro pintado e um carro dos anos 50 encostado no meio-fio.
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Esta é a La Gloria Cubana dominicana, da General Cigar, e ela nasce numa galeria com nome de herança: a El Credito, dentro da fábrica de Santiago, batizada em memória da fábrica original de Little Havana. Em julho de 2023 a Serie S ganhou esta versão Maduro — a mesma capa San Andrés do vale de Veracruz, levada mais longe na fermentação até ficar quase preta e oleosa. Capote nicaraguense, miolo da Nicarágua e da República Dominicana. Robusto Gordo de 140 por cepo 56, 89 pontos na Cigar Aficionado.
Médio-forte, terroso de saída, com especiaria firme no meio e couro no fim. A anilha alta traz o medalhão oval da marca: a dama de manto vermelho recostada, com uma pena na cabeça e um charuto aceso entre os dedos, e LA GLORIA CUBANA em letras pretas arqueadas sobre o anel amarelo. Abaixo dela, separada por um palmo de capa, a fita estreita que diz MADURO.
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A série Vintage é a que leva o nome de Rocky Patel desde 2003 — o ano em que ele deixou de lado a marca Indian Tabac e passou a assinar os próprios charutos. O número na anilha não marca o lançamento: é a safra da capa. Esta é de 2003 e esperou oito anos para chegar ao balcão, em 2011, sobre capote nicaraguense e miolo dominicano e nicaraguense, num charuto feito em Honduras. Robusto de 140 mm por cepo 50.
A Cameroon é das capas mais difíceis de trabalhar que existem, e a doçura é o que a crítica destaca nela: a Cigar Aficionado a chamou de agridoce ao pôr a linha no Top 25 de 2017, quando o Cameroon já era folha escassa. Média de fortaleza, com caramelo do começo ao fim, café chegando logo atrás e cedro no fundo; a pimenta aparece mais no nariz que na língua.
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M81 quer dizer maduro e 1981 — o ano em que o Metallica se formou. A linha saiu de três mãos: James Hetfield, o mestre destilador Rob Dietrich e Jonathan Drew. O nome diz o método: maduro em todas as camadas. Capa San Andrés mexicana, capote Connecticut Broadleaf do vale do rio, tripa nicaraguense com folha da Pensilvânia. Enrolado em Estelí, na Gran Fábrica da Drew Estate. Toro de 152 por 52.
Terra e couro no centro, chocolate, noz-moscada e madeira em volta, e um fim que puxa para o mocha — a leitura da Cigar Aficionado, que deu 92 pontos a este Toro. O Cigar Dojo achou carvalho tostado e chocolate quente mexicano no mesmo charuto. Média a médio-forte, escura e oleosa da capa ao miolo.
Acima de R$ 1.000 no carrinho, o Pix vai a −20%. Os descontos não se somam.
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A Series No. 1 é um puro nicaraguense. Para a No. 2, A.J. Fernández e Rafael Nodal foram buscar folha no Brasil: a capa é Arapiraca, do agreste de Alagoas, curada escura e oleosa, sobre capote nicaraguense e uma tripa que junta Brasil e Nicarágua. Continua saindo de Estelí, da tabacalera do próprio A.J. Toro de 152 por cepo 54.
Médio-forte: couro e pimenta preta na frente, café, madeira queimada e noz-moscada atrás — a leitura do Blind Man's Puff, que deu 91 pontos a este Toro numa prova às cegas. A arte repete o gesto da linha: sobre a anilha alta, azul-marinho com moldura de ouro, o monograma de três T entrelaçados; encostada nela, a segunda traz ESPIRITU e SERIES No.2 num painel dourado, com blocos de cor recortados de uma pintura em volta — verde, roxo e um raio amarelo. Nenhum charuto da caixa mostra a mesma sequência.
Acima de R$ 1.000 no carrinho, o Pix vai a −20%. Os descontos não se somam.
esgotadoA curadoria que sustenta o catálogo. Nenhum entra por acaso.


A Sumatra é a leitura hondurenha da casa Carrillo, feita na Tabacos de Oriente com capa Olancho San Agustín — folha hondurenha de semente Sumatra, mais rara do que o nome sugere. Toro de 152 por 52, 89 pontos na Cigar Aficionado.
Médio-forte de perfil seco: madeira, couro e pimenta preta, com um fundo adocicado que a capa Sumatra entrega no último terço.
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A série Essence é a viagem de Ernesto Perez-Carrillo por regiões: cada edição mostra uma capa e um país. A de Honduras traz a Olancho San Agustín — folha hondurenha que passa dois anos fermentando até ficar escura e oleosa — sobre capote hondurenho e miolo de Honduras e Nicarágua, na Tabacos de Oriente da família Plasencia.
Médio, cremoso e terroso, com pão tostado, cedro e um dulçor de castanha no fim. É a Honduras contada por quem construiu nome na República Dominicana — e é essa distância que dá o interesse.
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O Club 52 é a linha de todo dia da Casa Carrillo, enrolada em Santiago de los Caballeros, no coração da região de tabaco dominicana: capa Sumatra equatoriana, capote nicaraguense e um miolo que é oitenta por cento nicaraguense, completado com folha dominicana. Toro de 149 por 52, 88 pontos na Cigar Aficionado.
Médio, de construção impecável — a marca registrada da família. Cedro, café com leite e uma especiaria discreta que nunca toma a frente. O Carrillo para abrir sem pensar duas vezes.
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A Beast é o exagero assumido da Gurkha, e o XO é a maior das vitolas: 165 por 60. A capa vem da Costa Rica — folha rara em charuto premium — e envelhece no mínimo oito anos antes de vestir o capote dominicano e um miolo que junta República Dominicana, Nicarágua e Honduras.
Médio a encorpado, com couro, café escuro e madeira. A bitola 60 pede tempo: é charuto de mesa posta, não de intervalo.
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Jackdaw é a gralha que rouba objetos brilhantes — e dá nome à linha de entrada da Blackbird. Capa Connecticut cultivada no Equador, capote da Indonésia e um miolo que junta Corojo 99, folha dos Estados Unidos e da República Dominicana. Robusto de 127 por 50.
Suave a médio, com dulçor claro e pimenta branca, e um aroma que a marca credita ao Corojo 99 do miolo. É o charuto de começar a tarde — leve na força, não na construção.
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O Grand Cru é a seleção de gala da Punch hondurenha: as folhas mais envelhecidas da casa, vestidas de capa clara e sedosa. Robusto de 133 por 50 — a Cigar Aficionado deu 87 pontos.
Médio, redondo, com amêndoa, cedro e mel de fundo. É a Punch de smoking: a força da marca, penteada para jantar.
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A Royal Coronation é a Punch de tubo: corona hondurenha guardada em alumínio, pronta para viajar no bolso do paletó. Capa clara sobre miolo de Honduras, Nicarágua e República Dominicana, 127 por 44.
Suave a médio, com cedro, terra clara e um toque de pimenta no final. O tubo é o umidor de um charuto só — o companheiro de estrada do catálogo.
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O Rare Corojo é lançamento anual limitado da Punch — capa Sumatra equatoriana avermelhada sobre capote Connecticut Broadleaf e miolo de três países. O Champion é a vitola-símbolo: um perfecto em forma de pino de boliche, 115 por 60, 91 pontos na Cigar Aficionado.
Especiado e saboroso: madeira doce, cacau, nougat e baunilha, com o pé bojudo abrindo o blend aos poucos. Some das prateleiras americanas toda primavera — aqui, é questão de chegar primeiro.
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O Champion é o formato mais reconhecível da Punch hondurenha: um perfecto de pino de boliche, 114 mm que abrem de 30 de bitola no pé até 60 no ponto mais largo. Capa Sumatra equatoriana, capote Connecticut e um miolo de três países — Honduras, Nicarágua e República Dominicana.
Médio-forte e saboroso, com madeira doce, terra e especiaria. O pé estreito acende fácil e vai abrindo o sabor conforme a bitola cresce: o charuto muda na mão de quem degusta.
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O Elite é a corona clássica da Punch: 133 por 45, formato que a marca faz desde sempre e que resiste às modas de bitola larga. Capa Sumatra equatoriana oleosa, castanha, sobre miolo de Honduras, Nicarágua e República Dominicana.
Forte, direto, sem rodeio — a Punch como ela é conhecida entre quem a degusta há décadas. Couro, pimenta preta e madeira. O formato fino concentra tudo isso.
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Mesma linha do Gran Retorno Habano e o mesmo relógio: vinte e quatro meses de fardo, seis na sala de cedro e mais trinta e três de caixa no humidor. O que muda é a capa — aqui, maduro escura de fermentação longa, sobre o miolo de três países que Rafael Nodal montou na fábrica Plasencia.
A guarda que a linha inteira carrega aparece aqui com outro peso: chocolate amargo, café e terra escura, mais denso que o irmão de capa clara. Quase cinco anos entre a folha e a sua mesa.
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Gran Retorno é o nome e é o fato: a linha nasceu em 2016 para trazer a Oliveros de volta ao balcão, por Rafael Nodal e Hank Bischoff, na fábrica Plasencia. Capa Habano cultivada no Equador, e um miolo que reúne folha de três países — República Dominicana, Nicarágua e Honduras.
O que o distingue é o relógio. A folha dorme vinte e quatro meses em fardo; já enrolado, descansa mais seis na sala de cedro da fábrica; e a caixa ainda espera trinta e três meses no humidor antes de sair. Quase cinco anos entre a colheita e a sua mesa — e é exatamente isso que se degusta.
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O LB1 leva as iniciais de LeBron James — parceria declarada entre o astro e a Rocky Patel, feita em Honduras com capa Habano equatoriana, capote San Andrés e miolo de Honduras e Nicarágua. Robusto-toro de 140 por 50, 88 pontos na Cigar Aficionado.
Médio-forte, moderno: cacau, pimenta vermelha e madeira tostada, com a construção impecável da linha premium da casa. A anilha branca minimalista destoa de propósito — é o clássico reescrito.
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O Columbus chega ao balcão pela porta discreta: sem grande campanha, sem rating de revista, com uma anilha dourada de brasão e o nome do navegador. Toro de 152 por 50, puro nicaraguense.
Médio, de perfil clássico: madeira, café e terra, sem sobressalto. É o tipo de charuto que a curadoria inclui porque provou, não porque leu — e entra no catálogo por isso.
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Os Originals de Omar Ortez são puros nicaraguenses rústicos de propósito: capa escura, miolo encorpado de Estelí e caixas de madeira crua de vinte unidades. Robusto de 127 por 54, 90 pontos na Cigar Aficionado.
Terroso e direto: chocolate, terra, pimenta e um dulçor de rapadura. Sem cerimônia e sem defeito — o melhor custo-força do catálogo.
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O Maduro da Spanish Galleon veste uma capa brasileira Bahia Criollo 98, escurecida por tripla fermentação — no processo natural e lento, sem atalho de estufa. Por baixo, o mesmo miolo dominicano e nicaraguense que sustenta a linha. Toro de 152 por 54.
Médio, com terra, couro e café — a doçura escura que só o maduro de verdade entrega. Sai da República Dominicana em bundle, sem caixa de cedro e sem cerimônia.
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O Corojo é o lado picante da Spanish Galleon: capa Corojo equatoriana sobre miolo dominicano e nicaraguense, enrolado à cubana com tríplice cap e testado um a um no tiro. Toro de 152 por 54.
Médio a encorpado, com terra, couro e um final de especiaria com baunilha. Entre os três da linha, é o que tem mais nervo — e o que melhor responde a um destilado.
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A Classic é a porta de entrada da Spanish Galleon: capa Connecticut cultivada no Equador — folha clara e sedosa —, capote Habano dominicano e um miolo que junta República Dominicana e Nicarágua. Sai da República Dominicana em bundle, sem a cerimônia da caixa de cedro, e o preço agradece.
Suave a médio, com cedro, terra e um fio de baunilha. Toro de 152 mm por 54 de bitola: bitola larga, tiro generoso, nada que canse o paladar. É por onde se começa a reparar nas diferenças — e é o que se abre numa manhã sem compromisso.
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Mesmo corte de folha do Toro, num formato mais curto: capa Connecticut cultivada no Equador, capote Habano dominicano e miolo que junta República Dominicana e Nicarágua. A Classic sai da República Dominicana em bundle — feita para ser aberta sem ocasião.
Suave a médio, com cedro, terra e um fio de baunilha. Robusto de 127 mm por 54 de bitola: a bitola larga entrega o mesmo corpo do Toro num formato que cabe numa janela mais curta da noite.
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Esteban Carreras é casa norte-americana pequena, com fábrica própria em Estelí, na Nicarágua, e o Dictator's Hand é o charuto que a colocou no mapa: capa Corojo maduro do Equador, maturada dois anos antes de ir para a bancada, sobre capote e miolo nicaraguenses. Toro de 152 por 50.
Médio-forte e especiado, com pimenta na frente, terra e cacau atrás. O grifo dourado da anilha entrega o tom — é charuto de mão firme, e cobra menos do que aparenta.
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Os Plasencia plantam tabaco desde 1865, e por gerações a folha saiu das fazendas deles para virar charuto com o nome dos outros. O Reserva Original é a linha em que a família assinou o próprio: puro nicaraguense, do campo à torcida. O desenho da anilha é exatamente isso — sulcos de lavoura e as montanhas de Estelí. Nestico de 152 por 54.
Cedro, terra e um cacau seco no fim. Médio-forte e de tiro franco — o charuto de quem passou a vida plantando para os outros e resolveu assinar.
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HVC quer dizer Havana City: Reinier Lorenzo saiu de Cuba e batizou a marca com o nome da cidade que deixou. O Hot Cake é enrolado em Estelí, na fábrica da Aganorsa — a mesma lavoura que dá o nº 54 e o nº 55 deste catálogo. A Golden Line é a versão de capa clara: Connecticut sobre miolo nicaraguense. Toro de 152 por 52.
Creme, amêndoa e cedro, com um doce leve que fica. Média e macia — dos que não pedem a noite inteira.
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A anilha não traz uma palavra — nem o nome da marca. Traz um emblema só, em ouro sobre vermelho: um taíno ajoelhado sob um arco de plumas, soprando o tabaco por um tubo. É a cena que os homens de Colombo descreveram em 1492, a primeira vez que o hábito foi visto por olhos europeus, e é dela que vem o nome da linha. Toro de 152 por 52.
Capa maduro escura e oleosa: cacau, terra e uma pimenta que aparece no meio. Médio-forte — o charuto que confia na imagem e dispensa a legenda.
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A Camacho nasceu em Cuba em 1962 e se refez em Danlí, Honduras — e a anilha não deixa esquecer: infamous since 1962, escrito ao longo do charuto, não em volta dele. As três linhas de cor são o mesmo charuto com capas diferentes, uma experiência controlada que o balcão deixa você fazer. Esta é a de capa equatoriana. Toro de 152 por 50.
Cedro, café e uma pimenta que fica no fundo. Médio-forte — a mais equilibrada das três, e a que menos briga com o que você estiver bebendo.
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Mesma casa de Danlí, mesma anilha com o nome correndo ao longo do charuto — muda a capa. Aqui é uma Connecticut Shade, a folha criada à sombra de tela, a mais clara e a mais sedosa das três. É a Camacho que não começa gritando. Toro de 152 por 50.
Creme, amêndoa e madeira clara, com um doce de leite no fim. Média — a porta de entrada da linha, e a que aceita o café da manhã.
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O corojo hondurenho é a folha que fez o nome da Camacho, e esta é a linha que leva o nome dela sem adjetivo. Mesma casa de Danlí, mesma anilha correndo ao longo do charuto — o que muda é que aqui a capa é a de casa. Toro de 152 por 50.
Pimenta, terra e couro, com uma doçura seca por baixo. Médio-forte a forte — a mais franca das três, e a que o balcão indica quando alguém pede algo com caráter.
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A Blackbird é uma marca pequena de Hialeah, na Flórida, que batiza cada linha com o nome de uma ave e escreve esse nome à mão, em traço de pincel, sobre um bloco de cor que toma quase metade do charuto — sem brasão, sem coroa, sem data. O lema é Can't Clip My Wings. Rook é a gralha-calva, e vem em azul: capa Sumatra no tom colorado, capote Habano e miolo da Nicarágua e da República Dominicana, enrolado na República Dominicana. Robusto de 127 por cepo 50.
Suave a média — o charuto de abrir a tarde. Castanha e um creme que a marca persegue de propósito, com pimenta branca aparecendo de leve. Abaixo do lettering, em versalete miúdo, a anilha diz COLORADO, que nomeia o tom da capa.
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O chupacabra é a criatura do folclore latino-americano que, diz a lenda, suga o sangue do gado — e batiza a linha que a Esteban Carreras vende desde 2012. O Hellcat é a ramificação que a casa apresentou em 2016, e a diferença está na capa e no formato: San Andrés mexicana, escura e oleosa, sobre capote e miolo nicaraguenses, prensada em box-press acentuado — faces planas e cantos vivos. Sai da Tabacalera Carreras, em Estelí, fábrica da própria marca. Toro Grande de 165 mm por cepo 54.
Média de fortaleza e cremoso do começo ao fim: couro e espresso na abertura, cacau escuro e terra no centro, castanhas torradas e uma doçura discreta de fruta escura atravessando. A cabeça vem torcida em rabo-de-porco, que se abre com a mão, sem cortador; o pé é fechado, e pede um pouco mais de paciência para acender. Três anilhas e uma manga de papel encerado cobrem quase todo o corpo — é assim que o fabricante protege a capa até ela chegar à sua mão.
Acima de R$ 1.000 no carrinho, o Pix vai a −20%. Os descontos não se somam.
esgotadoAcenda.Deguste.Celebre.
Confirmamos a disponibilidade antes de separar.
Os descontos não se somam: acima de R$ 1.000 o Pix substitui os 10% por 20%.